Aconteceu ontem em Santo André a edição 2018 do Jogo das Estrelas da Liga de Basquete Feminino. Com ginásio lotado, com inúmeras atrações, com novidades, com torneio de Enterradas, com jogo contra o time da liga Argentina, com desafios de 3×3, com tudo o que o esporte das meninas tanto merece.

Pra mim o mais incrível de tudo que tivemos ontem foi o campeonato de Enterradas. É óbvio que o jogo contra o time argentino foi bacana e trouxe uma pitada gigante de rivalidade contra um adversário continental, mas ver algo completamente fora da caixa, diferenciado mesmo, acima dos padrões “normais” do basquete feminino como foi o torneio das Enterradas vencido pela andreense Bianca foi bem incrível pra quem acompanha o esporte das meninas há tanto tempo.

 

Há muito a se fazer, não há a menor dúvida. Mas pior que do que ter muito a realizar é não ter um norte, um guia, uma forma para se chegar ao objetivo. Ao que tudo indica, a Liga de Basquete Feminino encontrou a sua maneira. Inventiva, criativa, organizada e planejada. O saldo deste domingo, sinceramente falando, é bem, bem positivo mesmo e acho que todo mundo que acompanha o basquete feminino também ficou com essa sensação.

Lá na frente pode ser que a gente olhe pra esse 8 de abril de 2018 e lembre desta data como um divisor de águas no basquete feminino brasileiro. Como era e como queremos que seja daqui pra frente.

Sim, é possível fazer do basquete feminino um produto rentável, atrativo pro público e interessante pros patrocinadores.