Seleção

FIBA detalha processo de classificação olímpica para o basquete feminino

A FIBA detalhou hoje  (18 de junho) em seu site o processo de classificação do basquete feminino para as Olimpíadas de Tóquio (2020) e para o Mundial de 2022 (ainda sem sede definida).

O fluxograma bastante complexo avança em alguns detalhes em relação às informações fornecidas no fim de semana, mas ainda deixa algumas questões pouco claras.

Especificamente para os próximos Jogos Olímpicos, tento explicar o cenário abaixo:

Entre junho a setembro de 2019 aconteceriam os torneios continentais: AfroBasket (12 países), EuroBasket (16 países), AmeriCup (10 países) e Asia Cup (8 países, incluindo aí os da Oceania).

Os seis primeiros colocados do AfroBasket, os oito primeiros da AmeriCup e os oito da Asia Cup teriam vagas garantidas nos torneios pré-classificatórios para a Olimpíada. Esses torneios seriam disputados entre os dias 11 e 21 de novembro, em cada continente:

  • Na África, as seis seleções disputariam um torneio do qual sairiam duas seleções;
  • Nas Américas, as oito seleções disputariam dois torneios, dos quais sairiam quatro seleções;
  • Na Ásia, as oito seleções disputariam dois torneios, dos quais também sairiam quatro seleções. Na Ásia, uma dessas quatro seleções já está definida: o Japão, que avança nessas etapas independentemente do resultado por ser país-sede das Olimpíadas e já ter sua vaga garantida.

A mesma coisa acontece com o campeão do Mundial 2018 (virtualmente os Estados Unidos), que também tem vaga garantida nos Jogos, mas ao contrário das edições passadas, o país deve disputar os classificatórios.

Essas seleções então classificadas: duas africanas, quatro da América, quatro da Ásia se juntariam aos seis primeiros classificados do EuroBasket, que não disputam os torneios pré-classificatórios.

Esses dezesseis times seriam divididos em quatro grupos de quatro equipes. Cada um desses grupos disputaria entre os dias 3 e 13 de fevereiro de 2020 um torneio (as “Classificatórias”), no qual uma seleção de cada grupo seria eliminada, compondo os doze classificados para a Olimpíada. Lembrando novamente que o Japão e o campeão mundial estão garantidos, mas estarão nesses torneios.

A FIBA não detalhou por enquanto como serão compostos os grupos dos pré-classificatórios e dos classificatórios.

Complexo, não?

Apenas para demonstrar a aplicação prática desse sistema, considerando os resultados dos torneios continentais de 2017 e supondo que os Estados Unidos serão os campeões mundiais em 2018, teríamos o seguinte desenho hipotético:

  • América: três vagas a serem disputadas nos pré-classificatórios por Canadá, Argentina, Porto Rico, Brasil, Ilhas Virgens, Paraguai e Colômbia (sete primeiros colocados da AmeriCup 2017), com a participação dos Estados Unidos já classificados.
  • Ásia: três vagas a serem disputadas nos pré-classificatórios por: Austrália, China, Coréia do Sul, Taiwan, Nova Zelândia, Filipinas e Coréia do Norte, com a participação do Japão já classificado.
  • África: duas vagas a serem disputadas nos pré-classificatórios por Nigéria, Senegal, Mali, Moçambique, Costa do Marfim e Angola.

Dessas disputas, teríamos na Classificatórias torneios com a participação de Estados Unidos e Japão, três seleções da América, três da Ásia e duas da África, mais Espanha, França, Bélgica, Grécia, Turquia e Letônia.

Não sei se foi um exemplo interessante, mas seria essa a configuração.

Por fim o fluxograma traz a informação de que o Mundial de 2022 teria apenas doze equipes, quatro a menos do que nas edições anteriores, o que me parece bem estranho e contraditório dentro das mudanças propostas.

A conferir as novas informações nos próximos dias…