História

Janeth: “Nunca fui para a quadra para dar migué”

Comentarista dos jogos da LBF Caixa na Tv Gazeta e participante do projeto LBF nas Escolas, a campeoníssima Janeth Arcain deu uma ótima entrevista a Anderson Fattori na edição do dia 24 de abril do Diário do Grande ABC.

Na matéria com o título “O basquete perdeu suas referências”, Janeth revisita seu início do esporte, sua história em Santo André, principais momentos da carreira, a passagem pela WNBA e comenta sobre as visitas que fez no projeto LBF nas Escolas, do qual destaco um trecho que me impactou (fora a adorável frase do título acima) e que merece reflexão:

“Todo mundo nasce com um dom, com um talento, e quando você batalha por isso faz acontecer. Isso que a gente leva para as crianças nessas visitas às escolas. Eles têm a mim como última referência de ídolo, apesar de não terem me visto jogar, mas deveriam ter as meninas da cidade, que podem servir de exemplo e chegar mais longe do que cheguei.”

Sim, o basquete feminino precisa criar novas referências, novos ídolos, como aponta Janeth, aposentada das quadras há mais de dez anos.

Mas ao mesmo tempo o basquete feminino não pode se esquecer dessas referências eternas, como a própria Janeth, Paula, Hortência, Marta, Branca e tantas outras.

Janeth comandou dignamente um trabalho de seleções de base em uma gestão da Confederação Brasileira de Basquete que ofereceu modestas condições de trabalho.

E se hoje é agradável pelo menos percebê-la perto do basquete ao ouvi-la na Gazeta, é estranho que não tenham sido dadas oportunidades que ela seguisse como treinadora nas seleções ou em clubes.

Confiram a entrevista completa: aqui!

#nãoaomiguéemquadra