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OPINIÃO: SEMIFINAIS DA LBF, ERROS, ACERTOS E PREOCUPAÇÕES

A expectativa de equilíbrio nas quartas-de-final da LBF 2019 acabou não se confirmando. Em três das quatro séries, os confrontos foram encerrados em 2 a 0.

 

(Matheus Marques)

O primeiro semifinalista foi o Sampaio, que despachou o Ituano com os placares de 55 a 61 e 69 a 52.

No Sampaio, o destaque absoluto tem sido a ala Raphaella Monteiro, MVP nas duas partidas e que já acumula dez desses títulos na temporada. Preocupa (para o restante da competição e para a seleção brasileira) a pouca utilização até o momento da pivô Clarissa.

No eliminado Ituano, o destaque na série e na temporada foi a pivô Gabriela, sua melhor jogadora no campeonato. O time sofreu com os problemas físicos e técnicos de seu quarteto mais experiente (Joice, Kelly, Palmira e Patrícia) e falhou em envolver atletas-chave do seu banco (Carol Ribeiro e Licinara, por exemplo). Depois de ótima estreia, a ala Izabella Sangalli teve dificuldades em afirmar seu repertório ofensivo na competição.

(Alvaro Jr.)

Líder da fase de classificação, o Vera Cruz Campinas eliminou com facilidade o São Bernardo/Instituto Brazolin/Unip, repetindo o placar de 82 x 52 nas duas partidas.

A ala Patty, em boa temporada, foi MVP nos encontros. Mas Campinas tem mantido uma base sólida com Gretter, Ariadna e Mariana Dias, mais Êga como sexta jogadora. Preocupam as condições da pivô Nádia, poupada na série e com pouco entrosamento com a equipe, peça fundamental nas ambições do time na temporada.

(Vitor Bett)

O terceiro semifinalista, o Uninassau/Cabo de Santo Agostinho aplicou sobre Blumenau os placares de 99 a 68 e 61 a 65.

A chegada de Érika mudou o status do time na competição e aumentou o rendimento de todo grupo, em especial o de Isabela Ramona. Na série, Leila, Casanova, Starling e Chirinda tiveram bons momentos.

Em Blumenau, a eliminação reforça a impressão de um grupo que não alcançou alquimia interessante. O time em geral atuou de forma pouco inspirada, com o paradoxo de um ataque estático sob o comando de uma armadora forjada na velocidade (Lays).

 

(Jorge Bevilacqua)

O último finalista veio de uma desgastante série entre Santo André/Apaba/Caoa Cherry e SESI Araraquara.

O confronto foi aberto com uma vitória em casa do SESI sobre Santo André, por 70 a 57.

Mas Santo André foi muito valente e em casa sufocou defensivamente as adversárias e fechou a série com as vitórias por 55 a 43 e 53 a 52.

Em Santo André, o destaque tem sido o jogo coletivo, com uma regularidade maior da dupla Alana & Érika Leite. Nos dois jogos finais, no entanto, a veterana pivô Simone Lima atuou com incrível vitalidade. E, apesar de dois primeiros jogos ruins, Izabela teve atuação decisiva na terceira partida.

No eliminado SESI, pesou bastante o mau desempenho das irmãs Sílvia e Karen Gustavo na série. Mais regular entre as duas durante a temporada, a ala Silvinha teve a média de pontos nos três jogos reduzida pela metade. Sem peças no banco, o time sofreu. Sufocada pela defesa andreense, a armadora Debora também sucumbiu após um ótimo primeiro jogo. A pivô Aline Moura foi a presença mais lúcida no time ao longo da temporada. E Maira Horford precisa de um pouco mais de intensidade e regularidade para se afirmar em definitivo.

As semifinais agora colocam frente a frente Campinas x Uninassau e Sampaio x Santo André.

por Bert – Painel LBF