História

O bronze sete anos depois

Hoje, 31 de julho de 2018, a conquista da medalha de bronze no Mundial Sub-19 pela seleção brasileira completa sete anos.

Curioso sobre o rumo daquela geração, resolvi rastrear os passos das participantes dessa última façanha do basquete feminino em nível mundial.

Vamos a elas:

Damiris Dantas, 25 anos – MVP da competição, se confirmou ao longo desses anos como uma das maiores referências do basquete brasileiro. Acumula duas Olimpíadas e dois Mundiais no currículo e atualmente disputa sua quarta temporada na WNBA.

Tássia Carcavalli, 26 anos – registrou sua melhor atuação na última temporada da LBF, com médias de 14,8 pontos. Depois de disputar as Olimpíadas de 2012 perdeu espaço na seleção adulta, aparecendo apenas da disputa do Pan (2015).

Isabela Ramona, 24 anos – participou do Mundial 2014 e das Olimpíadas 2016. Com boa participação na conquista da LBF 2015/2016, conseguiu um contrato na Liga Espanhola e teve bons números. Mas o rendimento caiu na temporada seguinte, já jogando na Segunda Divisão do mesmo país (9,4 pontos e 4,2 rebotes). Convocada para o Sul-Americano (2018).

Carina Martins, a Cacá, 26 anos – disputou a última LBF por Blumenau com boa atuação (9,1 pontos e 4,5 assistências). Participou do Pan Americano de 2015 e atuou na seleção adulta em dois Sul-Americanos. Uma nota curiosa em relação à Cacá é que essa atuação da atleta no Pan não está registrada nos arquivos da FIBA, que erroneamente a credita à Karla Costa.

Thamara Silva, 24 anos – pivô da equipe do Mundial Sub-19, a jogadora abandonou o basquete. Sua irmã, Thayná, foi revelação da última LBF.

Joice Coelho, 25 anos – disputou o Mundial de 2014. Na última temporada da LBF com a camisa do Sampaio teve médias de 6,4 pontos por jogo.

Mariana Lambert, 26 anos – com atuação destacada na decisão do bronze, a ala foi para o basquete universitário norte-americano. Regressou ao Brasil após a formatura, mas abandonou o basquete e atua como personal trainer em Jundiaí.

 

Vanessa Gonçalves, a Sassá, 24 anos – teve atuação destacada na edição seguinte do Mundial Sub-19 (sexta colocação, em 2013). A imaginada ascensão foi brecada por lesões, mudança de posição e uma gravidez.

Aruzha Michaski, 26 anos – soma aparições em três edições da LBF. A última pelo Ituano, com médias de 2,8 pontos por jogo.

Izabella Sangalli, 23 anos – depois de atuar no Mundial 2011, esteve ao lado de Sassá na edição Sub-19 de 2013. Disputou o Pan-2015 e a Copa América no mesmo ano. Na última temporada esteve na Segunda Divisão Espanhola, com médias de 16,7 pontos e 8,8 rebotes. Está em ação na Liga Argentina no momento e também foi convocada para o Sul-Americano deste ano.

Aline Teixeira, 26 anos – o último registro é de participações no time de Santos na A-2 Paulista.

Drielle Nascimento, 25 anos- tem apenas uma temporada na LBF por Barretos (2015/2016).

Da seleção americana, campeã do torneio, oito atletas chegaram a WNBA e seguem em ação na liga: Diamond Deshields, Alexis Jones, Bria Hartley,  Breanna Stewart, Kaleena Lewis, Morgan Tuck, Elizabeth Williams e Stefanie Dolson. Cierra Burdick teve três temporadas na WNBA, mantém carreira na Europa e foi dispensada pela franquia de Las Vegas na atual pré-temporada da WNBA. Ariel Massengale foi draftada, mas não seguiu na WNBA, hoje é membro da comissão técnica de um time universitário. Jordan Adams ainda jogou a última temporada no basquete universitário. Malina Howard cursa Medicina atualmente.

Certamente a comparação com os Estados Unidos não é justa. Mas dimensiona bem como cada país investe e forma suas atletas.

No atual momento, no qual novamente se cria uma expectativa em relação à geração que venceu os Estados Unidos na Copa América Sub-16 (2015) e se convocam duas pivôs juvenis para a seleção adulta, talvez a história deva mostrar que essas gerações precisam ser melhor cuidadas.

Caso contrário elas se perdem, como aconteceu com esse bronze, com a prata no Mundial Sub-21 (2003) e com tantas outras…