Opinião

OPINIÃO: DERROTA PARA PORTO RICO COMPLICA SITUAÇÃO BRASILEIRA NO PRÉ-OLÍMPICO

Foto: FIBA

Uma vitória sobre Porto Rico na tarde dessa quinta-feira, 06 de fevereiro, tornaria o caminho para os Jogos Olímpicos de Tóquio acessível para a seleção brasileira e reforçaria a evolução do time sob o comando do técnico José Neto.

Mas infelizmente o Brasil falhou na missão.

Jogando contra o mesmo adversário que tirou o Brasil da disputa do último Mundial (2018), a seleção errou muito e se colocou em posição bastante difícil para a sequência do Pré-Olímpico de Bourges.

Um bom resultado hoje dependia do domínio brasileiro no garrafão. Seria a forma de superar o estilo do adversário, que abusa das alas abertas e infiltrações.

Sem Clarissa (e Nádia e Stephanie), o Brasil se apresentou frágil na posição.

Érika e Damiris se esforçaram em manter o Brasil no jogo, mas acabaram desgastadas e tiveram pouco apoio do banco. Mari Dias iniciou como titular e é extremamente talentosa, mas tem pouca bagagem internacional. Carolina não chegou a atuar. Em vários momentos Ramona e Raphaella foram improvisadas na função.

Evidentemente não é uma decisão fácil, mas acredito que conhecendo a situação de Clarissa a comissão técnica poderia ter levado uma quinta pivô do grupo que Neto treinou no Rio. Talvez fosse até o caso de especificamente para esse torneio considerar uma convocação adicional, como a da veterana Gil.

Ainda com esse desfalque, o Brasil poderia ter ganho. Mas o time não apresentou a mesma concentração, nem a mesma dedicação defensiva das outras competições. Embora tenha conseguido uma vantagem de até doze pontos sobre o adversário, a seleção brasileira esteve nervosa. Durante o jogo, Porto Rico sempre deixou claro que não permitiria mais do que aquilo.

O adversário levou a partida em banho-maria, trocou (muitas) cestas com o Brasil e no momento decisivo se apresentou melhor do ponto de vista técnico e emocional, fechando em 91 a 89, na prorrogação.

Além da inaptidão defensiva, o Brasil errou mais e não aproveitou as oportunidades que o jogo ofereceu. Patty, por exemplo, com ótimo aproveitamento nos três pontos foi ignorada seguidamente diante da defesa adversária em zona.

A derrota foi dura e exigirá do Brasil uma rápidaa reinvenção técnica e emocional que lhe permita desbancar as fortes seleções de França e Austrália na sequência da competição.

por Bert – Painel LBF

(06 de fevereiro de 2020)