Da redação, em São Paulo (SP) – 04.02.2026
O esporte ensina sobre superação, foco e resistência. Mas há batalhas que vão além das quadras — e exigem uma coragem que redefine o significado de vitória. Neste Dia Mundial de Combate ao Câncer, as ex-jogadoras Tati Motta e Mari Camargo compartilham suas histórias, mostrando que enfrentaram o diagnóstico com a mesma garra que sempre levaram às competições.
“O corpo fala — e a gente precisa ouvir”
Para Tati Motta, o primeiro impacto veio acompanhado do medo e do instinto materno.
“O primeiro pensamento que tive foi nos meus filhos, Heitor e Helena. Em não conseguir lutar… ou perder a luta contra o câncer”, relembra.
Mesmo com o turbilhão de incertezas, ela encontrou força na família e nas companheiras de equipe. “Graças a Deus todos estavam na mesma sintonia, tentando entender o tratamento. Eu tive um apoio muito grande, e isso fez toda diferença.”
Hoje, Tati usa sua experiência para alertar outras atletas sobre a importância de prestar atenção nos sinais do corpo.
“O corpo sempre dá sinais e eles merecem atenção, mesmo quando a rotina não permite pausas. Sinais de alerta não podem ser normalizados. Exames preventivos salvam carreiras e vidas. Cuidar da saúde não é fraqueza, é estratégia, responsabilidade e amor-próprio.”
Após o tratamento, o esporte ganhou um novo significado.
“Ganhar continua importante, mas deixa de ser o centro absoluto. Depois do câncer, o foco passa a ser o processo — estar presente, competir, ter energia para começar. O esporte vira um espaço de sentido, presença e humanidade.”

Tati Motta – Ex-jogadora de basquete. Foto: Reprodução Instagram
“Descobrir cedo pode mudar tudo”
A ex-jogadora e hoje integrante de comissão técnica, Mari Camargo, também conheceu o impacto devastador do diagnóstico.
“O dia do diagnóstico é o pior de todos. É quando a gente entra num outro mundo, cheio de incertezas. Eu já não jogava mais profissionalmente, então consegui continuar trabalhando — e isso manteve minha cabeça ocupada. Tenho certeza que ajudou muito no tratamento.”
Segundo Mari, o que mais a marcou não foi o preconceito, mas os comentários desinformados.
“Muita gente fala sem saber. Cada tipo de câncer é diferente, cada tratamento é diferente. Às vezes, o melhor é só estar perto, mandar energia boa, rezar, torcer, sem precisar opinar.”
Mari reforça que exames preventivos e o autoconhecimento corporal são fundamentais.
“Foi no autoexame que descobri o meu. O quanto antes a mulher descobre, maior é a chance de cura, cura definitiva mesmo. A gente precisa falar mais sobre isso, não só em outubro. Entender como se faz, conversar entre nós. É isso que multiplica informação e salva vidas.”
Mari Camargo – Ex jogadora de basquete e atual Gestora Operacional da LBF. Foto: Reprodução Instagram.
“A vida ganha outro valor”
Tanto Mari quanto Tati dizem que o câncer transformou não apenas a relação com o esporte, mas com o tempo e com as pequenas coisas.
“Você aprende a não adiar alegrias, a relativizar derrotas e a entender que força também é pedir ajuda e recomeçar”, conta Tati.
“Sem saúde, a gente não consegue conquistar nada. Cada coisa simples — sair, treinar, almoçar com uma amiga — vira um privilégio”, completa Mari.
Neste 4 de fevereiro, as duas atletas reforçam uma mensagem que ecoa dentro e fora das quadras: a vida é o maior troféu, e cuidar dela deve ser prioridade em qualquer temporada.
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