Opinião

VERA CRUZ CAMPINAS, O INCONTESTÁVEL BICAMPEÃO PAULISTA

Foto: Vera Cruz Basquete

Na final do Campeonato Paulista de Basquete Feminino, mais uma vez o Vera Cruz Campinas deu mostras de sua superioridade.

Depois de um bom e equilibrado primeiro quarto em que venceu o Ituano Basquete por 22 a 18, o time se impôs sobre o adversário e garantiu uma vantagem que já chegava aos dezesseis pontos no quarto seguinte.

Mesmo com farta participação do banco campineiro, a diferença continuou a subir, encerrando a partida em 92 a 57.

Já campeão na Copa São Paulo, o Vera Cruz Campinas cometeu ainda a ousadia de contratar a fantástica Damiris Dantas para a disputa do Paulista, um presente inesquecível para os fãs do basquete feminino.

Vinda de grande temporada na WNBA, a ala-pivô se encaixou sem (nenhum) estrelismo na equipe e reinou com o refinamento técnico que experimentou nas últimas temporadas. Na partida decisiva foram 20 pontos, 8 rebotes e mais o título de MVP.

As alas Patty (13 pontos) e Tássia (12 pontos) fizeram no geral um ótimo Paulista e Babi segue como nome forte do projeto (8 pontos e 9 assistências).

Com menos espaço na rotação após a chegada de Damiris, Licinara (9 pontos, 7 rebotes) evoluiu muito nessa atípica temporada e se mostrou uma contratação acertadíssima.

Outras três novatas: Maila (com surpreendente crescimento técnico), Yasmin e Érika Leite em geral vieram bem do banco e se afinaram bem ao jeito de jogar do técnico Elcio Ortiz.

Com bom elenco no papel, o Ituano voltou a cometer os mesmos erros. Com movimentação ofensiva limitada, que pouco envolvia as pivôs Gil e Mari Dias, baixa participação do banco e fragilidade defensiva, o time só conseguiu se manter competitivo no início em razão da boa performance individual da cubana Casanova (13 pontos).

Após a derrota, o Ituano anunciou em suas redes sociais a troca no comando técnico da equipe, com a saída do treinador Antônio Carlos Barbosa.

por Bert – Painel LBF

(22 de dezembro de 2020)

 

 





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